Poema às paredes de vidro
AurelioAquino
nem sempre a transparência
deixa de ser cortina
se não se escrevem nos meus olhos
os materiais que adivinho
e paredes mais não sejam
que invólucros mal inscritos
nos muros gerais
dos meus sentidos
deixa de ser cortina
se não se escrevem nos meus olhos
os materiais que adivinho
e paredes mais não sejam
que invólucros mal inscritos
nos muros gerais
dos meus sentidos
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