Escritas

Odes humanas

AurelioAquino
o amor

que se pretenda

seja mais vário

do que entenda

as razões por que se quer
tudo aquilo que convenha
e que por ser tamanho
em restrição se tenha

de não contar-se tal

coisa de coração

jeito de moenda
 
o amor

que se pretenda

caminhe na proporção

em que seja

a pura compreensão de que se ama

e a exata compleição de quem deseja
e se tenha claro

na escuridão dos medos

e que se tenha pagão

na religião de seus segredos
 
o amor

que se pretenda

seja às vezes joão

apesar do anonimato

e que se tenha sempre à mão
no cartório geral

de quem se abraça.
 
 
100 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.