Ode eclesial
AurelioAquino
I
na nave
deus
é barco
de tanger a vida.
o homem
em ondas
é mar que não se teve
e que apenas transita
entre um rasgo de esperança
e aquilo que nem se cogita.
deus e homem
apenas se contemplam
um esculpido em perdas
o outro em paciência
II
em oração
impune e mansamente
o homem constrói andaimes
pela alma das gentes
deus em si
constrói-se e se constata
como um verbo intransitivo
de estranha matemática
e deixa-se mínimo
nessa íntima sintaxe
que lhe conjuga tão incerto
em verbos que nem prolata.
III
na nave
a salvação é uma bandeira
de espalhar pretextos
pela noite brasileira
conforma-se à norma
decretada a priori
de que a paz é apenas um susto
que se reteve na memória.
homem,
deus é tanto
que teima em ser altar
imune à confiança.
na nave, entretanto,
deus e o homem escondem de si
qualquer desesperança.
na nave
deus
é barco
de tanger a vida.
o homem
em ondas
é mar que não se teve
e que apenas transita
entre um rasgo de esperança
e aquilo que nem se cogita.
deus e homem
apenas se contemplam
um esculpido em perdas
o outro em paciência
II
em oração
impune e mansamente
o homem constrói andaimes
pela alma das gentes
deus em si
constrói-se e se constata
como um verbo intransitivo
de estranha matemática
e deixa-se mínimo
nessa íntima sintaxe
que lhe conjuga tão incerto
em verbos que nem prolata.
III
na nave
a salvação é uma bandeira
de espalhar pretextos
pela noite brasileira
conforma-se à norma
decretada a priori
de que a paz é apenas um susto
que se reteve na memória.
homem,
deus é tanto
que teima em ser altar
imune à confiança.
na nave, entretanto,
deus e o homem escondem de si
qualquer desesperança.
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