indagação adverbial do mar
AurelioAquino
água em sono
quem te constrange
a não te dares por rio
mas um mangue?
rio em concordata
que compreensão terias
se te fizessem credor
de alguma alegria?
teu primado
em tudo rebenta
jeito de onda morena
que meu olhar
amanhecia
jogo de homem urgente
devedor da alegria
saldo de coisa que a gente
teima em dizer da valentia
teu primado
dá-me a compreender os olhos
como instrumento
de te fazer serventia
como flecha
que destrava o arco
nas manhãs sem garantia
teu primado
está presente
em cada onda
que cometes
num desfastio freqüente
o mar
nem bem parece
os rios que não se cruzam
das mágoas todas da gente
no teu cartório de águas
nem lavras a certidão
de que te compreendem vasto
apesar de tanto não
água que nem comentas
o que de sólido urdistes
quando em meu peito dissestes
o teu jeito de triste
quase de alguidar
quase de louça
que me truncasse a razão
no vão da boca
meu corpo
não intenta
engenho maior
que me contenha
morte que me seja tanta
nos bordados da consciência
quem te constrange
a não te dares por rio
mas um mangue?
rio em concordata
que compreensão terias
se te fizessem credor
de alguma alegria?
teu primado
em tudo rebenta
jeito de onda morena
que meu olhar
amanhecia
jogo de homem urgente
devedor da alegria
saldo de coisa que a gente
teima em dizer da valentia
teu primado
dá-me a compreender os olhos
como instrumento
de te fazer serventia
como flecha
que destrava o arco
nas manhãs sem garantia
teu primado
está presente
em cada onda
que cometes
num desfastio freqüente
o mar
nem bem parece
os rios que não se cruzam
das mágoas todas da gente
no teu cartório de águas
nem lavras a certidão
de que te compreendem vasto
apesar de tanto não
água que nem comentas
o que de sólido urdistes
quando em meu peito dissestes
o teu jeito de triste
quase de alguidar
quase de louça
que me truncasse a razão
no vão da boca
meu corpo
não intenta
engenho maior
que me contenha
morte que me seja tanta
nos bordados da consciência
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