Escritas

elegia prosaica ao caldo-de-cana com pão doce

AurelioAquino
o rio verde

é quase uma alegria

que amolga o instinto

na garganta

e como porto

tange a língua

como as mulheres tangiam
as panelas gerais

da minha infância
 
pão invente-se pão

menos por ser pasto
mas por trazer-nos à mão
um sentimento arcaico

e um gosto transeunte e laico

dos enredos disformes da razão
 
e ainda que pasto

seja a condição

pra se ter o peito livre
grávido da nação
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