Almas florescentes

Não precisa segurar-se a linha que suspende, não resista a esse ar que cerca a tempo e tempos, não precisa ver a água limpando a cicatriz que arde, os caminhos seguiram em uma rotina, onde os fantasmas eram os únicos amigos, não escondi e não gritei para do alto ouvir, o nada estava oco, o som de tudo que havia se quebrado, era a canção que ouvia no fim da noite. O movimento estava agitado, o coração rasgava em pedaços, ouvia emoções pela janela, e as cinzas da fumaça queimava o peito cheio de dor. Fechei os olhos e vi almas florescentes apagando-se. As mentiras paralisavam o tempo, o grito era o sorriso... toquei o céu gelado, o seu foco era o coração de quem nunca te amou. Afoguei-me e desisti, meu amor me deixou morrer aqui.
Respirei dentro do fundo do mar... vi os anjos nadando, sorrindo e cantando. Abra os seus olhos e sinta o vento, o sorriso quebrado estava morto. Os anjos da morte me fizeram chorar e sorrir no dia seguinte, amor, eu senti dor e nada mais. Agora eu me encontro nadando o tempo todo, os anjos nunca param de cantar aquela canção.

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