Escritas

dos coletivos e das vertentes

AurelioAquino
a cada um sou todos
desbragadamente

como tão farta aja a forma

na singularidade explícita

de gente

é que me cabe o desapego

de não tanger a vida
impunemente

mas concebê-la em cada norma
como exercício implícito

de tudo que se sente
 
a cada um sou todos

tão completamente

que nada do que me falta
seja tão latente

que desborde do coração

tão simplesmente

como se fora condição

de ser um único inadimplente
 
a cada um sou todos

tão flagrantemente

como uma notícia estampada
no frontispício de vivente
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