do tempo e mais dizentes
AurelioAquino
o tempo
é um disfarce da alma
tanto mais agora
tanto mais acalma
não que fuja da lógica
dos números e dos nadas
mas que tenha a compreensão
de que não tarda
o tempo é ofício
de tanger a calma
e descobrir o vau
dos rios da alma.
o tempo
é invólucro do espaço
e toda hora e lugar
em que me abraço
não tem do rio
qualquer semelhança
pois o rio nunca para
na lembrança
não tem da rua
a mesma simetria
pois passos não lhe andam
apesar de via
o tempo
rói a intenção
como um rato
que quisesse roer
o seu retrato
pois falta-lhe a concisão
de parecer-se uno
quando imagem não seja
o que degluta
mas a própria carne
que desusa.
é um disfarce da alma
tanto mais agora
tanto mais acalma
não que fuja da lógica
dos números e dos nadas
mas que tenha a compreensão
de que não tarda
o tempo é ofício
de tanger a calma
e descobrir o vau
dos rios da alma.
o tempo
é invólucro do espaço
e toda hora e lugar
em que me abraço
não tem do rio
qualquer semelhança
pois o rio nunca para
na lembrança
não tem da rua
a mesma simetria
pois passos não lhe andam
apesar de via
o tempo
rói a intenção
como um rato
que quisesse roer
o seu retrato
pois falta-lhe a concisão
de parecer-se uno
quando imagem não seja
o que degluta
mas a própria carne
que desusa.
Português
English
Español