Escritas

Do luar de Puno com o mar subentendido

AurelioAquino
o mar

dói como a saudade

na consciência de quem sabe
do luar de Puno

quase se avista

o mar subentendido

que a cidade administra
 
o mar

tem a brutalidade

como uma herança

que restou nas tardes frias

como uma necessidade de esperança
 
o mar
dói pelo avesso

e - quem sabe? 

no vão de sua espuma
há sempre um recomeço
de todos os luares de Puno
e as memórias em que me esqueço
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