Por ser uma estrada

Por ser uma estrada

Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas
Com arco vestido de preto, como se fosse um nada
Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas
Como se soubessem que era uma estrada
De verdade

Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde
Diminuto, só porque era mestre de bodes
E ainda me chamavam de tractor verde
Sou porque não me cansava, pela minha virtude
Única

Que fez de mim, um ser que cria os dias
Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias
Assim como qualquer um que caminha
Em busca da verdade que se esconde
Nas artimanhas de andorinhas.
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