Escritas

Balada civil de contemporânea forma

AurelioAquino
mesmo cidadão
ainda é pouco
rasgar a lei
do meu esforço
 
mesmo cidadão
ainda é tanto
subtrair a vontade
do espanto
 
mesmo cidadão
ainda é lógico
arcar com o nada
do meu ócio
 
mesmo cidadão
ainda é falsa
toda a exatidão
da matemática
 
mesmo cidadão
ainda é nua
a rebelião
que me construa
 
mesmo cidadão
ainda caibo
nos limites de tudo
em que me calo
 
mesmo cidadão
ainda falto
nas noites que me envolvem
como fardos
 
mesmo cidadão
ainda trago
nas esteiras das mãos
o meu arado.
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