PÓS-MASSACRE PANDÊMICO

Quero tirar a maquiagem
da bagagem
e arrancar essa máscara
tão ácida
Quero rever o meu sorriso
nesse grito
sem pressentir a agonia
dessa sinfonia
chamada vida
partida,
bipolar
Não tenho medo, 
nem pouco um lar
Destroços, restos
partidas, lacunas
passos modestos
reais comunas
Sou apenas a pena
leve, que se atreve
no vazio
sombrio
do repovoamento
sangrento
da humanidade
sem identidade
Flutuo,
mergulho,
num precipício 
um início
desolador
ecos e cacos
num mundo deserto
perdas, luto
recomeçar

CAROL, 2020
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