Escritas

Corpos celestes

Frederico de Castro


À noite a escuridão solidifica todo breu
Estático, glorioso…quase infeccioso
Rasga o tempo que se curva vincado
A um lamento tão feliz e sigiloso

No domínio etéreo da nossa imensa existência
Musculosas emoções fervilham tão assediadas
Uivam alegres a cada cântico fecundo e anestesiado
Escorrem abandonadas neste verso quase saciado

Religiosa e mais prodigiosa a esperança além
Brilha ávida, subtilmente casta e habilidosa
Com seu apetite quase impiedoso alimenta a fé
E todas as luminescências de uma oração sumptuosa

Frederico de Castro
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