Ritmo de métrica duvidosa e dizente das coisas do poeta
AurelioAquino
todo poema é avesso
e avulso da vida e de si mesmo
e é maior que o poeta
em cada letra
e muito menor do que aquele
que não se cometa
o poema é um abraço ilógico
no vão da continência
e é quase uma razão
sem muita contingência
e, talvez, mais que palavra,
seja placenta
de embrulhar a vida aos pedaços
e sem muita paciência
o poema é desconforto
embora tenha-se porto
e nem mesmo é continente
quando adredemente posto
pois lhe sobra a aparência
de viscera enorme
no vão da consciência
o poema
é um transeunte da vida
tudo que lhe cabe
em qualquer medida
é insuflar a emoção
de quem se inventa pelas avenidas.
e avulso da vida e de si mesmo
e é maior que o poeta
em cada letra
e muito menor do que aquele
que não se cometa
o poema é um abraço ilógico
no vão da continência
e é quase uma razão
sem muita contingência
e, talvez, mais que palavra,
seja placenta
de embrulhar a vida aos pedaços
e sem muita paciência
o poema é desconforto
embora tenha-se porto
e nem mesmo é continente
quando adredemente posto
pois lhe sobra a aparência
de viscera enorme
no vão da consciência
o poema
é um transeunte da vida
tudo que lhe cabe
em qualquer medida
é insuflar a emoção
de quem se inventa pelas avenidas.
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