A TI FIZESTE ESTRANHO O MEU AMOR

A ti fizeste estranho o meu amor
Como a um abortivo
Entranhado na língua
O veneno de áspide
Ácido que corrói lentamente
Cegando os olhos abruptamente 
O amor não morre nem se acaba
Enquanto viver o homem
Mas se esconde nas recâmaras do coração
Pode não surgir novamente
A ti fizeste estranho o meu amor
Igual a um animal acuado
Fugir para não se tornar presa
Ou morrer lutando inutilmente.

Erimar Lopes.
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