Depois da hora marcada



Depois da hora marcada o poente estendeu-se
Subtilmente sobre cada onda efémera e apaziguada
Ao longe escuto aquele imarcescível eco fundir-se
Com a solidão persuadida, delirante e sobrepujada

Depois da hora marcada a noite reentra subtil e maleável
Atropela aquele breve instante de tempo que fenece interminável
Deixa sem abrigo a escuridão, impulsiva, atrevida…inacabável
É hora de adormecer cada silêncio fruto de uma caricia tão insaciável

Frederico de Castro
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