XYXYX
Gabi Luna
1 min min de leitura
Habita-me o infinito
envergo o corpo pra ver
a carne chamuscada
moitas de estrelas conurbadas
abismo quente e úmido
ponteiro entre dois mundos
Regida pela lua
libido inunda a vulva
Me lambe largo o cavalo e o viés
direto no dorso
que desconecta
minha cabeça do corpo
Te mordo os músculos
Revolução mental
Atravesso o espaço
indo e vindo
descobrindo invisíveis
Me encosta, breu
Rebolo danço, roço
Num semicírculo de tempo
Escuto a respiração
Afaga meu gemido com seus lábios intranquilos
Delicadamente áspero
Faz daquele jeito
Esquece a norma
Os mundos la fora
Consumo seu gozo todo
Parto pra outras constelações
Encharcando poeiras transmutadas no universo
mulher da lama
Amazona
Galopo no tejo ao inverso
*****
envergo o corpo pra ver
a carne chamuscada
moitas de estrelas conurbadas
abismo quente e úmido
ponteiro entre dois mundos
Regida pela lua
libido inunda a vulva
Me lambe largo o cavalo e o viés
direto no dorso
que desconecta
minha cabeça do corpo
Te mordo os músculos
Revolução mental
Atravesso o espaço
indo e vindo
descobrindo invisíveis
Me encosta, breu
Rebolo danço, roço
Num semicírculo de tempo
Escuto a respiração
Afaga meu gemido com seus lábios intranquilos
Delicadamente áspero
Faz daquele jeito
Esquece a norma
Os mundos la fora
Consumo seu gozo todo
Parto pra outras constelações
Encharcando poeiras transmutadas no universo
mulher da lama
Amazona
Galopo no tejo ao inverso
*****
XYXYX foi escrito aos pedaços, entre fodas com o universo. Publicado originalmente em 2016 na segunda edição do fanzine coletivo “Nós, as poetas!”, nas ruas do Rio de Janeiro.
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