Escritas

Lembranças inusitadas

Teka Castro
Lembranças inusitadas

Domingo, dois dias do mês de agosto, de 2020, minhas filhas e afilhada de formatura, num conversé danado, na cozinha ao tomar café.
As lembranças delas como ex alunas do Lauro, as intrigas, a festa das nações, e outras emoções.
De repente, despertou em mim, lembranças de atuação como docente, no Rui Bloem, no Eusébio, no Dimensão, e no Laurão, onde dei aulas (lecionei) para a minha primogênita, e meu filho do meio.
Despertou lembranças de um dia ao sair com meu namorado, atual esposo, pai de meus filhos, do shopping Interlagos, fomos assaltados, e um dos assaltantes, pediu ao aouto que tudo me devolvesse, pois eu tinha sido a professora maneira no Bento, e eu era especial. Não sei a cor, o brilho do olhar, pois Deus me fez cegar naquela noite, só lembro das palavras que eu tinha sido a professora maneira, e que nada de ruim deveria acontecer comigo.
Perigo que a gente passa, mas a vida traça recompensas.
Lembrei-me de ir jantar com meus alunos do Rui Bloem, que fora um grande momento. Lembro de já terem furtado minha carteira em sala de aula, e depois o próprio aluno me devolver e, ainda pedir desculpas, além de tudo, um universo que meu mundo se inspirou.
E, as recordações que ficam.
Não sei mais como estão estes alunos, o futuro a eles o que inspirou?
Só sei que nos 32 anos de profissão, lembro de dar aulas para uma turma do magistério, coloquei um vidrinho escuro com uma substância, e as meninas ficaram perguntando o que era, após ficarem todas sentadas, e quietas, comecei minha aula, explicando que elas seriam futuras professoras de crianças, e criança apronta demais, e depois da aula, daquela aula, começaram a gostar da aula de Química.
Mas, foram bons tempos, onde os sentimentos eram outros, onde o coração pulsa forte ao lembrar.
E, ao trazer de volta rostos, gostos, pessoas, colegas e tudo mais.
Hoje prestes a me aposentar, 6 anos readaptada, sem lecionar, vivo das lembranças de muitas crianças, que hoje algumas se tornaram colegas de profissão, artes, língua portuguesa, ed.física, outros, casaram se tornaram pais e mães. Outros morreram pelo tráfico ou pela mão da polícia, outros estão na faculdade e fizeram suas vidas.
Outros diretores de pequenos curtas da própria Vila Missionária, e outros distanciados, onde nos vemos nas tais redes sociais.
E, assim, lembrando a cada um, numa algazarra gostosa, num café da manhã dominical, com Alexia Cristina, Anna Clara, filhas, e minha afilhada de formatura Tainá Soares.
São lembranças que os pesares da vida trazem com alegria, motivando o meu espírito ainda criança, na qual como docente, sempre existiu. Lembrando de Arnaldo, meu primeiro cadeirante do Filinto Müller, hoje com outro nome a escola de Diadema tem.
Lembrou dos sonhos, e que sempre componho em poesia, prosa os sentimentos que surgem em meu coração, a cada um dos meus dias.

Poesia manuscrita em São Paulo, 2 de agosto de 2020.

Ofereço a todos os colegas e ex alunos que estudaram nessas unidades escolares que acima citei. Bem como a todos, que me sem estar em sala de aula, auxiliava com um prosa, um sorriso, uma amizade.
Também para aqueles que se tornaram professores, e que fazem parte da grande engrenagem da Educação.
Tereza Cristina G Castro



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