última folha...
Hoje chove, a chuva lava os rostos,
nas lápides do cemitério
A brisa passa vai enxugando as lágrimas,e desgostos
Dos que ficam e para quem tudo é agora mistério.
Gente que amou um dia
Com sua mão afagou, ganhou o pão
Criou os filhos com alegria
Levou-os no coração.
Mas Deus clemente as levou.
E como recompensa ao pranto
De quem por aqui ficou
Ora rindo ora chorando,a fé dum canto.
Batidas p'lo vento frio e forte
Notas escritas, chorosas...
Saudade triste, deixou a morte
Desfolhadas estão as rosas.
A terra, é fria já!
E o rosto amigo que sorria
A mão que à nossa se unia
Só a saudade verá.
Dormem tranquilos no viver celeste
Já que esta vida durou pouco mais que nada
Chora ali ao lado o cipreste
Cerraram a campa, é noite fechada.
Era tão grande o meu pranto
E a minha mente fervia
Soltei-me então neste meu canto
P'ra espantar minha agonia.
Lembrança triste da partida.
natalia nuno
nas lápides do cemitério
A brisa passa vai enxugando as lágrimas,e desgostos
Dos que ficam e para quem tudo é agora mistério.
Gente que amou um dia
Com sua mão afagou, ganhou o pão
Criou os filhos com alegria
Levou-os no coração.
Mas Deus clemente as levou.
E como recompensa ao pranto
De quem por aqui ficou
Ora rindo ora chorando,a fé dum canto.
Batidas p'lo vento frio e forte
Notas escritas, chorosas...
Saudade triste, deixou a morte
Desfolhadas estão as rosas.
A terra, é fria já!
E o rosto amigo que sorria
A mão que à nossa se unia
Só a saudade verá.
Dormem tranquilos no viver celeste
Já que esta vida durou pouco mais que nada
Chora ali ao lado o cipreste
Cerraram a campa, é noite fechada.
Era tão grande o meu pranto
E a minha mente fervia
Soltei-me então neste meu canto
P'ra espantar minha agonia.
Lembrança triste da partida.
natalia nuno