Escritas

11/01/2008

João Cotrim
quero perder-me no horizonte
vaguear a linha que separa o céu e a terra,
abandonar-me no cimo do monte,
ecoar um suspiro pela serra,
para que alguém construa uma ponte,
ao perguntar quem por ali berra.
Faço as malas para me ir embora,
na bagagem chega um caderno,
vou para onde ninguém mora,
e o tempo acaba e não é eterno.
Vou viver onde o tempo não chora,
onde o paraíso se confude com o inferno,
onde é preciso sonhar um pesadelo,
para recordar a dor por um instante,
onde o calor esfrie o gelo,
a lua não pareca tão distante,
onde a gravidade não pese tanto,
onde a luz não seja tão brilhante
e ainda assim não perca o encanto.
61 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment