Escritas

Circunvalação

Frederico de Castro


O dia deambulando pela circunvalação do rio
Amara tranquilo, recluso deste silêncio profuso
Sepulta um eco que se afoga ali tão intruso

Inesgotável a solidão encastra-se num lamento
Volumoso, pujante e demasiadamente viçoso
Regala o céu que dormita exuberante e generoso

Cobre esta maresia uma copiosa emoção deliciosa
Toda ela quântica e instintivamente astuciosa, regando
A luz que se desfragmenta embebedada e tão miraculosa

Frederico de Castro
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