versos finais...
natalia nuno
não fechem minhas portas nem janelas,
deixam entrar o perfume
da madrugada,
deixem-me ouvir o canto dos rouxinóis,
quero sentir-me amada
deixem que entrem outros sóis.
na vida que levo saudosa, lembrada
deixem-me ver o anoitecer,
a lua que sobre mim se debruça
não quero o inverno a corroer
o meu peito que soluça...
quero ser ainda espantosa flor
essência dum grande amor.
quero olhar o infinito
encontrar o sentido de viver
e nesta esperança em que me agito
neste sonho em que me enleio
esquecer por instantes o medo de me
perder.
nestes versos finais
onde eu sou mais um, entre os demais
nada mais tenho a escrever
sou a vela que se apagou
que de tanto arder
a dor no peito deixou
deixem que o sonho em mim
se acoite
que eu volte pela última vez
à rua da minha infância
antes que seja noite.
natalia nuno
deixam entrar o perfume
da madrugada,
deixem-me ouvir o canto dos rouxinóis,
quero sentir-me amada
deixem que entrem outros sóis.
na vida que levo saudosa, lembrada
deixem-me ver o anoitecer,
a lua que sobre mim se debruça
não quero o inverno a corroer
o meu peito que soluça...
quero ser ainda espantosa flor
essência dum grande amor.
quero olhar o infinito
encontrar o sentido de viver
e nesta esperança em que me agito
neste sonho em que me enleio
esquecer por instantes o medo de me
perder.
nestes versos finais
onde eu sou mais um, entre os demais
nada mais tenho a escrever
sou a vela que se apagou
que de tanto arder
a dor no peito deixou
deixem que o sonho em mim
se acoite
que eu volte pela última vez
à rua da minha infância
antes que seja noite.
natalia nuno
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