Entre hoje e amanhã



Entre hoje e amanhã perderam-se dois segundos
Desta imensa solidão tão ignóbil, quase açaimada
Sem malícias a noite surge pandémica e revigorada

O silêncio sedutoramente embarca numa coreografia
De sensuais metástases absurdamente deslumbradas
Lambe todas as caricias destas almas assim corroboradas

Entre hoje e amanhã a esperança penetrará por
Todas as fissuras de uma fé agora e sempre mais acurada
Fecundará toda e qualquer oração brotando apaixonada

Frederico de Castro
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