À tona
Frederico de Castro

Acomodada a solidão ressurge dissimulada
Deixa na beira do tempo um disruptivo eco
Navegando à tona de cada palavra capitulada
Doces beijos afogam-se na maresia imaculada
Encarceram uma hora tão amante, tão estrangulada
São caricias serpenteando a alma agora e sempre bajulada
Frederico de Castro
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