Escritas

Entre cada hora...

Frederico de Castro


Entre cada hora fútil o silêncio esvai-se tão expansivo
Pormenoriza a quadratura do tempo que fenece inactivo
Castra cada segundo diluído nesta emoção gradativa
Cobiça a memória amaldiçoada por uma estrofe tão permissiva

A solidão ainda que disforme desenha no espaço um
Abúlico lamento ansioso e indubitavelmente capcioso
Degenera numa luminescência dopada por um eco sinuoso
Destila este consternado tédio grosseiro, aflito e tão vigoroso

Frederico de Castro
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