Odores da primavera



Depois de parir tantas pétalas deste silêncio colorido
A manhã ginga ansiosa entre cada gomo de luz sem alarido
São odores da primavera destilando perfumes tão desabridos

Num suave e doce burburinho a solidão irrompe expectante
Empresta à esperança uma conhecida oração sempre crepitante
Rechaça cada eco vivido nesta fracção de segundo palpitante

Frederico de Castro
165 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.