Último ano

estou prestes a envenenar-me, mas uma gota de vaidade ainda aquece minha alma
estou prestes a jogar-me de um penhasco, mas a ponta de um dedo ainda me toca
estou prestes a secar-me completamente, mas ainda há palavras, que surgem, inesperadas e afagam-me
estou prestes a matar-me, mas a angústia é o que trem me trazido um pouco de (mais) vida
prestes a desamarrar a corda que segura tantas mágoas, que acolhe tantas tristezas, que abraça tantos falsos abraços e sorrir tantos falsos sorrisos
ando prestes a conclusão do algoritmo que se inverte todo processo, como a replicação de um DNA
prestes a desamarrar o pássaro azul de Biscowsky e apanhar ao tempo que me matou ao ler Machado de Assis
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