Deserto de mim.
A poesia de JRUnder
De onde vem essa voz,
Se no deserto em que me encontro,
Apenas o nada, coberto de areia
Se faz presente...
De onde vem esse aroma,
Se sob esse sol escaldante,
Nada vive, nenhuma flor,
Nenhuma brisa a sentir.
De onde vem esse desejo,
De viver, de renascer, de ressurgir...
Se a semente que fui,
Há muito ressequiu-se.
De onde vem tanto amor,
Se o coração já não bate,
Se o peito já não queima,
Se o olhar já não brilha.
De onde vem essa saudade,
Esse sofrer infinito,
Se nunca pude lhe ver,
Se nunca olhou para mim...
Se no deserto em que me encontro,
Apenas o nada, coberto de areia
Se faz presente...
De onde vem esse aroma,
Se sob esse sol escaldante,
Nada vive, nenhuma flor,
Nenhuma brisa a sentir.
De onde vem esse desejo,
De viver, de renascer, de ressurgir...
Se a semente que fui,
Há muito ressequiu-se.
De onde vem tanto amor,
Se o coração já não bate,
Se o peito já não queima,
Se o olhar já não brilha.
De onde vem essa saudade,
Esse sofrer infinito,
Se nunca pude lhe ver,
Se nunca olhou para mim...
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