Escritas

CARMA INSÍPIDO

leyawalken


Dai-me, senhora, o resto que sobeja
Não vês sôfregas mãos pedir-te arrego?
Teu semelhante irmão jaz na sarjeta
enquanto ostentas a joia do desprezo!

Vi morrer em cada pôr do sol um sonho
a falha sorte, um infortúnio me acalenta.
Invoco os céus, mas pesa chuva sobre ombros
Zombando minha desgraça, a lazarenta!

Imploro-te um tostão! Tens piedade!
Em Deus eu creio, e sempre fui cristão
ofertei dízimo, fé e castidade!

"Parvo poeta" - diz um anjo ao ouvido -
"Se na terra não recebes lar e pão
será d'ouro tua morada - o paraíso!"
803 Visualizações

Comentários (1)

Iniciar sessão ToPostComment
devoto
devoto
2020-05-13

Parabéns pelo talento!