DESLEIXO

 

Deixai que a maré alta me arraste
e ela arrasta, eu não reluto!
Tudo que não fiz, é o que eu escuto
Só espero que este ócio não me mate...

Se matar, deixe que eu morra
A vida em si é feita de escolhas
O ser que hoje sou, logo permuto
Outrora flor, agora sou qual fruto!

Deixai os afazeres, deixa a louça
Te despe dos problemas, despe a roupa
e vive esta manhã de sol ameno...

Entrega-te aos prazeres, foge a lida
Esbanja logo o empréstimo da vida
pois se finda o nosso prazo, então morremos...
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