Escritas

Meus astros

Thaís Fontenele
As canetas que me constitui
borram a imensidão de estrelas
perdidas, soltas de seu porto,
somente lá elas conseguiam ser sorridentes e meigas,
em meu peito há navios,
sou percorrida de raízes,
a existência brutal do ser é a essência de milhares de astros perdidos,
e galhos que os atravessam,
como quem vê o horizonte aplaudir,
como quem vê o adeus no olhar de um besouro.
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