A estrada do coração

Nenhuma estrada é pronta...
Às vezes, um trieiro pelo mato da inocência,
Outras, uma encruzilhada que a ilusão aponta...
Mas sigo meu coração com paciência:

Eu entrei e..., de repente,
Estava tudo tão escuro
E também tão quente,
Quem sabe o que procuro?

Aguçaram-se todos os sentidos
O que era dúvida, também era sentimento
Perene a angústia, latente os amores perdidos
Mas intuição é luz, ilumina o desbravamento.

Abasteci a mochila de desejos ardentes
Calcei minhas botas, peguei o chapéu
Enchi meu cantil de argumentos convincentes
E calculei minha trilha por uma estrela no céu.

Diante das encruzilhadas constantes das decisões
Refaço os mapas, reestruturo meu horizonte
Busco lindas paisagens para afinar as canções
E sombras frescas para afiar o serrote.

É preciso ir podando qualquer galho atrevido
Cortar as árvores de problemas irreversíveis
Para que no reflorestamento devido
Venham novos pássaros e galhos mais flexíveis

Duro é o chão do qual a estrada é formada
E não o caminho até onde ela conduz
Então caminho sempre com a mesma passada,
Passos largos, mesmo que mude o peso da cruz.

Tudo na estrada é inspiração para compor
E com a melodia da natureza cantar a liberdade.
Tudo de coração é estrada para o amor
Com estadia garantida na pousada da eternidade.
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