ENIGMA IV

Pedro Paiva
Pedro Paiva
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Borbulhante a verve fervendo nas veias
do vate vetusto com vênia e volúpia
entrelaçando, na forja, as imbricadas teias
de versos reversos.

Suado. Na lida atroz de todos os dias -
às duras penas - o artífice rude e persistente
vai alinhavando o poema   inconsútil.
E das batidas viris do malho férreo, ígneo e brutal
nasce  inverborrágica canção.

E no vértex da obra já totalmente pronta,
o louco poeta em v vincado
coloca acima, no título, o nome da santa, 
com sangue e suor na oficina talhada
pelo sagrado cinzel do poeta-a

ENIGMAS

 

 

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