saudade dos abraços...

nossas vidas navegam silenciosas
pobre do remador, segue lento
olha o mundo ao redor
e um rio corre-lhe no pensamento
a alma treme, o homem morre
e remédio para o mal
ninguém discorre
arrisca-se a vida,
cala-se o medo que cresce no peito
e vem notícia que diz tudo
todo o dia acaba, triste e mudo!

a vida parada, a porta fechada
a tarde acabada.
fico-me com as vivências da memória
que o coração alimentam
e às vezes atormentam,
quando lembro minha história

ah, não está por aqui ninguém,
posso chorar à vontade, e porque não, rir também?!
de incerteza estou farta, quero esquecer
a realidade...o sol ainda não se pôs
e a vida sempre se recompôs
apesar das ameaças!
amanhã será outro dia

- aquele em que de novo me abraças.

natalia nuno
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