Escritas

O navegar das ações

Thaís Fontenele
O barco que puxa a lucidez, 
a ventania das preces alcançadas, 
o ferro marcando a roupa, o pranto das mulheres reunidas,
o barro marcando as mãos dos ribeirinhos, 
a enchente do peito, que deságua nos olhos,
os pés calçando o lodo verde, 
as pernas pesadas do azul do mar, 
o horizonte fincando quem mergulha no fim, 
dilatando os silêncios das criaturas elementares.
377 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment