ANEXO POEMA
Não sente dó
se sente só
vive num nó
subproduto do pó
Vive uma nostalgia
sem resolver sua economia
tenta ser uma paralisia
mas no fundo é uma nevralgia
Engole uma farsa
cuspida na "Barsa"
descobre marcas
cobertas por fardas
Submete-se à ilusões
esculpidas em corações
afoga dragões
logrados por indecisões
Vive sem nexo
contendo um gesto
apostado no sexo
lembrando o que foi anexo
ANO: 1994
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