Que mania



Que mania esta, da manhã se estender
Na espreguiçadeira do tempo e de lá sair
Só depois de duas lágrimas deixar a carpir

Que mania esta, do silêncio repercutir cada
Eco engalfinhado numa emoção derradeira
Perdurando em cada lágrima…sem dar bandeira

Que mania esta, de tantos lamentos se refugiarem
E vasculharem a intranquilidade de cada eco obsoleto
Onde só eu sei moram muitas noites de solidão e desafecto

Frederico de Castro
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