PEDAÇOS
Foi num desses dias em que o tédio domina o ser mais insignificante, que aprendi a viver. Sinceramente, não me interessava as consequências do futuro porque talvez não tivesse um pela frente.
Conheci a vida tarde, mas de uma forma intensa. Drogas e aventuras embalaram minha entrada na vida adulta.
Hoje sinto uma dor tão incrivelmente forte que chega a sufocar o que restou de mim. Quem sou eu? Eu existo?
As viagens sóbreas da vida são mais alucinógenas do que uma balinha.Será que um dia a humanidade será mais receptiva e acolhedora?
Os homens são os animais mais complexos que já vi! Talvez queria estar onde estive com pessoas que já vivi.
A dor de um viciado em sonhos é maior que sua jornada social. Por que o mundo insiste em ignorar ou desprezar o diferente? Nós existimos! Grito novamente: Nós existimos!!!
Preciso de um buraco para ficar e encontrar-me de verdade. Não consigo respirar nesse turbilhão de compromissos impostos desde que nascemos.
Meus amigos estão por aí, ligados num mundo externo. Estou presa, sozinha. Sair da escória e voltar para a história? O sentido está se perdendo novamente e eu estou me desfazendo. Me perdoe!
Sábado, aquele sábado! Estive lá no momento certo e na hora certa, apenas não fui a pessoa certa. Estou aqui, hoje, aguentando os resultados dessa sólida viagem.
Do lado de fora está o medo de correr os mesmos riscos. Talvez eu já esteja caída numa dessas armadilhas factuais e sem volta.
Meu corpo está fora da casca, mas meu coração está protegido pelo meu temido eu. Como é difícil ser alguém!
Espero encontrar o verdadeiro caminho. Continuar andando...
ANO: 1995
Conheci a vida tarde, mas de uma forma intensa. Drogas e aventuras embalaram minha entrada na vida adulta.
Hoje sinto uma dor tão incrivelmente forte que chega a sufocar o que restou de mim. Quem sou eu? Eu existo?
As viagens sóbreas da vida são mais alucinógenas do que uma balinha.Será que um dia a humanidade será mais receptiva e acolhedora?
Os homens são os animais mais complexos que já vi! Talvez queria estar onde estive com pessoas que já vivi.
A dor de um viciado em sonhos é maior que sua jornada social. Por que o mundo insiste em ignorar ou desprezar o diferente? Nós existimos! Grito novamente: Nós existimos!!!
Preciso de um buraco para ficar e encontrar-me de verdade. Não consigo respirar nesse turbilhão de compromissos impostos desde que nascemos.
Meus amigos estão por aí, ligados num mundo externo. Estou presa, sozinha. Sair da escória e voltar para a história? O sentido está se perdendo novamente e eu estou me desfazendo. Me perdoe!
Sábado, aquele sábado! Estive lá no momento certo e na hora certa, apenas não fui a pessoa certa. Estou aqui, hoje, aguentando os resultados dessa sólida viagem.
Do lado de fora está o medo de correr os mesmos riscos. Talvez eu já esteja caída numa dessas armadilhas factuais e sem volta.
Meu corpo está fora da casca, mas meu coração está protegido pelo meu temido eu. Como é difícil ser alguém!
Espero encontrar o verdadeiro caminho. Continuar andando...
ANO: 1995
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