DENTRO DESSE MUNDO

Vida perdida,
massacrada, 
quem nasce ferida,
morre em vida,
vive perdendo,
sofrendo,
vive lutando por nada,
esquecendo:
a dor não acaba!
Ser diferente dói
mata, destroi
Vivo sem nexo,
sou poeta
enfraquecida
por esses curtos longos anos de vida
Se for para ser vegetal
prefiro ser radical,
ou me deixem viver
ou escolho morrer
de tiro, de queda
talvez, quem sabe,
de uma dose a mais
Fui feliz
mas me esqueci
que isso era proibido
agora, com licença,
acho que puxarei o gatilho


ANO: 1995
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