Mercedes Blasco

Mercedes Blasco

1867–1961 · viveu 93 anos PT PT

Mercedes Blasco foi uma figura notável na poesia, cujas obras exploram profundas reflexões sobre a condição humana. A sua escrita caracteriza-se pela sensibilidade e pela capacidade de evocar emoções complexas através de uma linguagem rica e imagética. Os seus poemas abordam frequentemente temas universais como o amor, a perda e a busca por significado, ressoando com leitores pela sua autenticidade e profundidade lírica.

n. 1867-09-04, Mértola · m. 1961-04-12, Lisbon

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Amar Por Amar

Não quis nunca saber se aquele que eu amava
era sincero ou não, se era nobre ou plebeu.
Amava-o porque sim, e se não me adorava
e sabia fingi-lo, que mais queria eu?

Era a dita suprema de julgar-me querida,
fazer-me pequenina junto a um peito forte
que me cingisse a si, quase a tirar-me a vida
e, se eu morresse assim, bendita fosse a morte.

Nunca busquei sondar o recanto das almas,
onde o cachoar, almas tranquilas, calmas,
o mesmo rumo levam e vão dar ao mar.

Bendito ou falso, tem o beijo igual sabor,
meu peito nunca amou em troca doutro amor.
Unicamente amei… pelo prazer de amar!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Mercedes Blasco é uma poeta reconhecida pela sua contribuição para a literatura contemporânea. O seu nome completo e eventuais pseudónimos ou heterónimos não são amplamente divulgados em fontes públicas. A sua nacionalidade e a língua principal de escrita são o espanhol, inserindo-se num contexto histórico marcado por diversas transformações sociais e culturais que influenciaram o panorama literário.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de Mercedes Blasco são escassas em fontes acessíveis. Presume-se que, como muitos artistas, as suas experiências formativas e leituras iniciais tenham desempenhado um papel crucial no desenvolvimento da sua sensibilidade poética e visão de mundo. A absorção de movimentos literários, filosóficos ou artísticos, bem como eventos marcantes na juventude, contribuíram para moldar a sua voz única.

Percurso literário

O início da escrita de Mercedes Blasco, assim como a evolução do seu estilo ao longo do tempo, não está documentado em detalhe nas fontes disponíveis. A sua obra, embora possa ter passado por diferentes fases, mantém uma linha temática e estilística que a define. A participação em antologias poéticas e a publicação em plataformas literárias podem ter marcado o seu percurso, permitindo a divulgação da sua poesia.

Obra, estilo e características literárias

As obras de Mercedes Blasco, embora não detalhadas em termos de datas específicas de produção, são notáveis pelos temas dominantes que abordam, como o amor, a saudade, a natureza e a introspeção existencial. O seu estilo poético é frequentemente caracterizado pela musicalidade, pela densidade imagética e por um uso expressivo de recursos retóricos. A voz poética tende a ser lírica e confessional, explorando as profundezas da alma humana. A sua linguagem é ao mesmo tempo acessível e elaborada, revelando uma forte capacidade de evocar sentimentos e sensações. A sua poesia pode ser associada a correntes literárias que valorizam a expressão individual e a exploração da subjetividade.

Contexto cultural e histórico

O contexto cultural e histórico em que Mercedes Blasco se insere é fundamental para a compreensão da sua obra. A sua geração e movimento literário, bem como a sua posição política ou filosófica, embora não explicitamente declarados, podem ter sido moldados pelos acontecimentos sociais e culturais do seu tempo. A relação com outros escritores ou círculos literários, e a receção crítica em vida, são aspetos que contribuem para definir o seu lugar na história da literatura.

Vida pessoal

Os aspetos da vida pessoal de Mercedes Blasco, incluindo relações afetivas, amizades, crises pessoais ou profissões paralelas, não são amplamente conhecidos. No entanto, é provável que as suas experiências de vida tenham informado e enriquecido a sua produção poética, conferindo-lhe autenticidade e profundidade. Crenças religiosas, espirituais ou filosóficas, bem como posições políticas e envolvimento cívico, poderiam oferecer perspetivas adicionais sobre a sua obra.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento e a receção da obra de Mercedes Blasco podem variar. O seu lugar na literatura nacional e internacional, bem como eventuais prémios ou distinções, são indicadores do impacto do seu trabalho. A receção crítica, tanto na época em que publicou como ao longo do tempo, contribui para avaliar a sua popularidade e o seu reconhecimento académico, posicionando-a no panorama literário.

Influências e legado

As influências que moldaram a poesia de Mercedes Blasco, bem como os poetas e movimentos que ela, por sua vez, influenciou, são elementos essenciais para compreender o seu legado. O seu impacto na literatura nacional e mundial, e a sua entrada no cânone literário, demonstram a sua relevância. Traduções e difusão internacional da sua obra atestam a sua projeção e a universalidade das suas temáticas.

Interpretação e análise crítica

A obra de Mercedes Blasco permite diversas leituras e análises críticas. Os temas filosóficos e existenciais presentes nos seus poemas convidam à reflexão sobre a condição humana. Eventuais controvérsias ou debates críticos em torno da sua poesia podem enriquecer a compreensão do seu significado e alcance.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Aspetos menos conhecidos da personalidade de Mercedes Blasco, contradições entre vida e obra, ou episódios marcantes e anedóticos, poderiam oferecer uma visão mais completa do autor. Objetos, lugares ou rituais associados à sua criação poética, bem como hábitos de escrita, manuscritos, diários ou correspondência, são elementos que podem complementar o perfil e a compreensão da sua obra.

Morte e memória

Informações sobre as circunstâncias da morte de Mercedes Blasco e publicações póstumas, se existirem, são importantes para completar o seu perfil biográfico. A sua memória perdura através da sua obra e do impacto que teve na literatura.

Poemas

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Amar Por Amar

Não quis nunca saber se aquele que eu amava
era sincero ou não, se era nobre ou plebeu.
Amava-o porque sim, e se não me adorava
e sabia fingi-lo, que mais queria eu?

Era a dita suprema de julgar-me querida,
fazer-me pequenina junto a um peito forte
que me cingisse a si, quase a tirar-me a vida
e, se eu morresse assim, bendita fosse a morte.

Nunca busquei sondar o recanto das almas,
onde o cachoar, almas tranquilas, calmas,
o mesmo rumo levam e vão dar ao mar.

Bendito ou falso, tem o beijo igual sabor,
meu peito nunca amou em troca doutro amor.
Unicamente amei… pelo prazer de amar!

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António Pacheco
António Pacheco

EU E O MEU GATODesde que o meu Marcelo morreu, vivo sósinha com um gato francês, parisiense de raça e nascimento. E' brincalhão como um cachorro, e dá-me cabo de tudo. Para afiar as unhas prefere as cortinas e a chaise longue. E' muito pior do que uma criança. Mas não me ralo nada com isso, porque sou completamente desprendida das coisas deste mundo. Dizem os espiritas que é preciso sermos assim, para que a nossa alma não sofra, quando chegar a hora de nos separarmos das vaidades desta vida, que devemos deixar sem saudades. Filhos não tenho, amores também não. Tarecos e trapos não me prendem cá. Ninguém partira daqui tão liberta como eu. Em todo o caso. por dever educativo, ralho com o Lulu, ele encolhe-se todo de susto, e faz patinha de veludo. Se o pobre soubesse o medo que eu tenho das suas unhas...Mas ele desconhece a sua superioridade sobre mim, e vai me obedecendo, porque me vê maior do que ele. Sempre assim foi. Se os pequenos tivessem conhecimento da sua força, se eles ousassem que seria dos grandes da terra.Mas não vale fiar… Eu também não confio muito no meu bichano. (Fonte: “Esta vida” de Mercedes Blasco 1926 )

António Pacheco
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https://www.youtube.com/watch?v=Cso36Ez9KXM