Mário Simões

Mário Simões

Mário Simões foi um poeta português cujo trabalho explorou as profundezas da condição humana, a efemeridade do tempo e a complexidade das relações interpessoais. A sua obra destaca-se pela introspeção lírica e pela busca incessante de significado num mundo em constante transformação. Através de uma linguagem cuidada e de uma sensibilidade aguçada, abordou temas universais como o amor, a morte e a solidão, deixando um legado poético que ressoa pela sua autenticidade e profundidade.

n. , Lisboa, Portugal

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Amor: Luz e Trevas

Que coisas que ao coração vêm!
Que suplício... Que caso de dor...
Se fossemos só nós, de amor;
Mas o mal que o corpo tem,
por outrem é igual sentido!
Se no peito escondido,
Ou na alma sepultado,
Há quem viva de amor contente;
Mesmo que o amor mate gente,
Há quem se diga de amor curado!...

E vós, grossa ameaça,
Cá por dentro nos matais...
Mas, se acaso amor só por nós passa,
Ou de nós vos escapais,
Lançais-nos em cruel tormento,
Num labirinto o pensamento,
Furioso desimaginado
Que vos digo bem magoado,
Se todos fossem iguais,
Eu julgava-vos uma desgraça!...

O fogo das flores
São quimeras populares...

(In Árvores de Fogo, Cinza do Tempo)

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Biografia

Identificação e contexto básico

Mário Simões, cujo nome completo era Mário da Costa Simões, foi um poeta português. Pouco se sabe sobre pseudónimos ou heterónimos que possa ter utilizado. A sua nacionalidade era portuguesa e a sua língua de escrita foi o português. Viveu num período de significativas mudanças sociais e culturais em Portugal.

Infância e formação

Informações sobre a sua infância e formação são escassas na documentação disponível. Presume-se que tenha tido uma educação que lhe permitiu desenvolver o gosto pela escrita e pela poesia. As influências iniciais e os movimentos literários que o possam ter marcado na juventude não são amplamente documentados.

Percurso literário

O início da escrita de Mário Simões e a sua evolução ao longo do tempo não estão detalhados em fontes públicas. Sabe-se que a sua obra poética foi publicada, mas a cronologia exata da sua atividade literária, incluindo colaborações em publicações ou participação em antologias, carece de registos acessíveis.

Obra, estilo e características literárias

A obra de Mário Simões foca-se em temas como a condição humana, a efemeridade do tempo, a introspeção lírica e as complexidades das relações. O seu estilo é caracterizado por uma linguagem cuidada, uma sensibilidade aguçada e uma profundidade emocional. Explora a solidão e a busca de significado. A forma e estrutura dos seus poemas, assim como recursos poéticos específicos, não são detalhados nas fontes disponíveis. A relação da sua obra com a tradição e com a modernidade, bem como a associação a movimentos literários específicos, também não são claramente definidos.

Contexto cultural e histórico

O contexto cultural e histórico em que Mário Simões se inseriu é pouco explorado nas informações disponíveis. A sua relação com acontecimentos históricos, outros escritores ou círculos literários, bem como a sua posição política ou filosófica, não são detalhados.

Vida pessoal

Informações sobre a vida pessoal de Mário Simões, incluindo relações afetivas, familiares, amizades, profissões ou crenças, não são amplamente divulgadas.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento e a receção crítica da obra de Mário Simões não são detalhados nas fontes de pesquisa.

Influências e legado

As influências que moldaram Mário Simões e o legado que deixou na poesia portuguesa, bem como a sua influência em gerações posteriores, não são documentados.

Interpretação e análise crítica

Análises críticas específicas sobre a obra de Mário Simões e interpretações possíveis dos seus poemas não são facilmente acessíveis.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Aspetos curiosos ou menos conhecidos da personalidade de Mário Simões, bem como detalhes sobre os seus hábitos de escrita ou manuscritos, não são mencionados nas fontes disponíveis.

Morte e memória

Não foram encontradas informações específicas sobre as circunstâncias da morte de Mário Simões nem sobre publicações póstumas.

Poemas

3

Lucy

Minha primavera de novo se enroupou,
Seguiu alegre em busca doutro destino...
O clarão amor, (fraco ou forte) é luz que sou;
Não troco a minha sorte por ser menino...

O teu doce lenitivo me adormece,
Embriagado no teu desejo fervente...
A aurora que o teu amanhecer me deu,
É a natureza livre do teu corpo quente...

Às vezes choro a flor da felicidade,
Este amor que me incendiou contigo...
Eu me deito no teu berço de mocidade,
Sob paixão que é meu abrigo...

Nossos corações ecoam o mesmo destino,
Ao ribombar do compasso imenso;
Lembrando o seu segredo de menino,
Dão largos voos com agitado tempo...

(In 9º. livro, Culpas Mortais)

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Amor: Luz e Trevas

Que coisas que ao coração vêm!
Que suplício... Que caso de dor...
Se fossemos só nós, de amor;
Mas o mal que o corpo tem,
por outrem é igual sentido!
Se no peito escondido,
Ou na alma sepultado,
Há quem viva de amor contente;
Mesmo que o amor mate gente,
Há quem se diga de amor curado!...

E vós, grossa ameaça,
Cá por dentro nos matais...
Mas, se acaso amor só por nós passa,
Ou de nós vos escapais,
Lançais-nos em cruel tormento,
Num labirinto o pensamento,
Furioso desimaginado
Que vos digo bem magoado,
Se todos fossem iguais,
Eu julgava-vos uma desgraça!...

O fogo das flores
São quimeras populares...

(In Árvores de Fogo, Cinza do Tempo)

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Corpos e Almas

Oh, Se eu pudesse esquecer,
Do que já vi e volto a ver,
E que também nunca soubesse,
Do que me lembra e não me esquece!
E já que outra não posso ter,
Só tenho olhos para te ver.
O meu grito embriagado,
Cantou bem alto por todo lado,
Cerrados meus lábios, recordam,
O ar que atrofia os que choram,
O vento húmido escondeu o meu destino,
Minhas coisas de enlevo e de menino,
Nem um sonho palpável eu vejo
Para dissipar os braços do desejo.
Para quebrar os delírios minha alma canta,
À peganhenta calma que mata,
Última lembrança do segredo,
Lembrando-me que esta luz sumida,
É o subir a baixar a vida.
O negrume do céu que baixa e clama,
Aos jardins para lhes regar a chama,
O mundo novo nos espera um só aceno,
As vozes de rebate entram em combate ameno.
E o grito audaz da revolta,
É o espirito sereno que solta.
Os rouxinóis enlevados na saudade,
Que se quedem no desleixo da obscuridade,
Felizes, desgraçadas, e sem idade!....

(In livro Culpas Mortais)

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