Maria Inês Gambogi

Maria Inês Gambogi

Maria Inês Gambogi é uma poeta brasileira conhecida pela sua obra lírica e reflexiva. A sua poesia explora frequentemente temas como a natureza, o tempo, a memória e a condição humana, com uma linguagem cuidada e um tom intimista. A autora dedica-se a uma escrita que busca a profundidade dos sentimentos e a beleza das pequenas coisas, estabelecendo um diálogo sensível com o leitor.

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Com tantos curtos casos

Com tantos curtos casos
Com dois amores admiráveis em mim
Com a fala sem muitos segundos
Com a morte absorta no viver
Com as feições todas
Com aquele ar de tudo às mãos

Bem visto,
sem revelação sem expiação
vou dando sem sobra sem sombra insólita
sem amor estranho
Cato sem vida conhecida o que não escapou
Cato sem amor conhecido
o que envelhecido, caiu
Cato atrozmente as aparências caídas
quedo como quem deve
como quem não oferece
sua humanidade a desejos em disputa
Sem amor conhecido
no mais sem ninguém em totalidade
Em atenção
qualquer coisa que cai eu sei
Silente vou indo como quem não vai
Inindentificada, surpreendo sem deslustre
os vãos devidos a este mundo de pessoas
Quero sem preito
Quero sem o amor conhecido por tanta gente
Descodifico e não me encabulo
Vivenciada em novidades
não forço o coração a repetidas forças
vou sendo o que menos se esperava
vou viva
deixando concretas as advinhações de ser.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Maria Inês Gambogi é uma poeta brasileira. A sua obra é marcada por um lirismo profundo e uma sensibilidade aguçada em relação aos temas do quotidiano, da natureza e da condição humana.

Infância e formação

Informações sobre a infância e formação de Maria Inês Gambogi não são amplamente divulgadas, mas a sua obra sugere uma formação cultural rica e um contacto íntimo com a natureza.

Percurso literário

O percurso literário de Maria Inês Gambogi caracteriza-se pela produção de uma poesia intimista e reflexiva. A sua escrita evoluiu no sentido de aprofundar a exploração de temas universais com uma linguagem cada vez mais depurada e expressiva.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras de Maria Inês Gambogi exploram predominantemente os temas do amor, da morte, do tempo, da memória e da natureza. O seu estilo é lírico, com um tom confessional e contemplativo. Utiliza frequentemente o verso livre, privilegiando a musicalidade e a força da imagem poética. A sua linguagem é cuidada, mas acessível, buscando a expressividade através de metáforas e de uma conexão profunda com o leitor.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Maria Inês Gambogi insere-se no contexto da poesia contemporânea brasileira, onde a reflexão sobre a subjetividade e a relação com o mundo exterior são temas recorrentes. A sua obra dialoga com uma tradição lírica que valoriza a introspeção e a observação atenta do real.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Maria Inês Gambogi são escassos na esfera pública, o que contribui para o mistério e a universalidade da sua poesia.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A obra de Maria Inês Gambogi tem sido reconhecida pelo seu mérito literário, apreciada por um público que se identifica com a sua sensibilidade e profundidade.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora influências específicas não sejam detalhadas, a poesia de Gambogi dialoga com a tradição lírica brasileira e universal, contribuindo para a renovação da expressão poética contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Maria Inês Gambogi convida a interpretações que exploram a dimensão existencial e emocional da experiência humana, com uma abordagem que valoriza a beleza do ser e do sentir.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos A discrição em torno da sua vida pessoal acentua o foco na sua obra poética, permitindo que os leitores se conectem diretamente com as suas palavras.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há registos públicos sobre a morte de Maria Inês Gambogi, indicando que a sua obra continua a ser presente e a ser redescoberta.

Poemas

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Com tantos curtos casos

Com tantos curtos casos
Com dois amores admiráveis em mim
Com a fala sem muitos segundos
Com a morte absorta no viver
Com as feições todas
Com aquele ar de tudo às mãos

Bem visto,
sem revelação sem expiação
vou dando sem sobra sem sombra insólita
sem amor estranho
Cato sem vida conhecida o que não escapou
Cato sem amor conhecido
o que envelhecido, caiu
Cato atrozmente as aparências caídas
quedo como quem deve
como quem não oferece
sua humanidade a desejos em disputa
Sem amor conhecido
no mais sem ninguém em totalidade
Em atenção
qualquer coisa que cai eu sei
Silente vou indo como quem não vai
Inindentificada, surpreendo sem deslustre
os vãos devidos a este mundo de pessoas
Quero sem preito
Quero sem o amor conhecido por tanta gente
Descodifico e não me encabulo
Vivenciada em novidades
não forço o coração a repetidas forças
vou sendo o que menos se esperava
vou viva
deixando concretas as advinhações de ser.

679

Nem a palavra amor

Patrocínio, 1978
Nem a palavra amor
sendo pronunciada
sem obstância, o amor.
Nem o seu nome
consegui pronunciar
que tão só nossos corpos
revimos

Reduzi a costume
o que eu sentia de nosso
devendo, pensei, abandonar.
Reduziu o cerne
a uma situação inominável
a um anterior defeito de prosa.
Neste volume me aguardou em reações comuns.
Opressa e devagarinho
comecei a limpar o fato
tornando a sala passiva.

691

Resta não misturar as dores

Resta não misturar as dores
cada dor no seu lugar.
Resta não capitular nenhuma dor
dor pode vir ou não disso.
(a justiça como a injustiça hoje
me fazem chorar)
Nenhuma dor presta.

Uma dor nunca se faz companhia
nem de uma outra dor.
Sofra cada dor na casa dessa dor
então sem pranto
sem explicar a dor viva
que no acúmulo de qualquer descaminho
saiba preciso
a dor que chora.

654

Com um pouco menos de liberdader

Com um pouco menos de liberdade
não se capta a translucidez da vida.

Com um pouco a mais de ilusão
as vida é árida.

Com um pouco mais de hipocrisia
a vida fere a qualquer momento.

Com um olhar de soslaio
a vida não ocorre em nossa existência.

Com opiniões de formação perene
a nossa vida não sai para além de si mesma.

Um naco a mais de frustração
e a vida enm nos roça!

Com os nossos próprios desejos à frente
e a vida de ninguém nos interessa.

No cotidiano de nossas impessoalidades
impurezas e lamentos
a vida surge de dentro de nossa inocência
quando nos perdemos de vista
e vivemos todas as peles ganhando uma delicadeza
sem nome e sem vizinho.

Sem poesia
e a vida não vai.

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Maria José lascalla
Maria José lascalla

Ha anos nao a vejo. Peço contato se possível.