Maria da Felicidade do Couto Browne

Maria da Felicidade do Couto Browne

1797–1861 · viveu 64 anos PT PT

Maria da Felicidade do Couto Browne foi uma poetisa e escritora cujo trabalho, embora menos divulgado, reflete sensibilidade e uma profunda ligação com a expressão literária. A sua obra, imbuída de um lirismo particular, aborda a interioridade e a observação do mundo que a rodeava, utilizando uma linguagem cuidada para expressar sentimentos e reflexões. O seu contributo, ainda que discreto no panorama literário, representa uma voz singular na poesia de expressão portuguesa.

n. 1797-01-10, Porto · m. 1861-11-08, Porto

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Que triste fim

Que triste fim, belas flores,
N’esse vaso vos espera?
Embora d’ouro cercadas;
Aqui não é vossa esfera!
Que dura mão, tão perfeitas
Vos foi no jardim cortar,
E a vossa curta existência
Inda mais acelerar?
Não tendes da terra sucos
Para vossa nutrição;
Nem da manhã o orvalho,
Nem da tarde a viração.
As luzes que vos rodeiam
Não têm do sol o calor;
Nem a água em que pousais
Entretém vosso verdor.

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Poemas

1

Que triste fim

Que triste fim, belas flores,
N’esse vaso vos espera?
Embora d’ouro cercadas;
Aqui não é vossa esfera!
Que dura mão, tão perfeitas
Vos foi no jardim cortar,
E a vossa curta existência
Inda mais acelerar?
Não tendes da terra sucos
Para vossa nutrição;
Nem da manhã o orvalho,
Nem da tarde a viração.
As luzes que vos rodeiam
Não têm do sol o calor;
Nem a água em que pousais
Entretém vosso verdor.

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