Marco Antônio de Souza

Marco Antônio de Souza

n. 1973 BR BR

Marco Antônio de Souza foi um poeta brasileiro conhecido por sua obra que explorou as complexidades da condição humana e da existência. Sua poesia é marcada por uma profunda reflexão sobre temas como o tempo, a memória e a busca por sentido, frequentemente expressa através de uma linguagem densa e imagética. Souza deixou um legado poético que ressoa pela sua capacidade de capturar a melancolia e a beleza da vida, convidando à introspecção.

n. 1973-07-29, Varginha · m. , São Paulo, SP

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A Cara Limpa do Cara-Pintada

Após dezenove de agosto,

nada de pelos no rosto;

vou tirar a barba fora,

como quem manda embora

malfadada companheira

que passou a vida inteira,

a esconder - que maldade-

a sempre cara verdade...

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Biografia

Identificação e contexto básico

Marco Antônio de Souza foi um poeta brasileiro. Sua nacionalidade é brasileira e escreveu em português. O contexto histórico em que viveu foi o do Brasil moderno, um período de efervescência cultural e social.

Infância e formação

Não foram encontradas informações detalhadas sobre a infância e formação de Marco Antônio de Souza.

Percurso literário

O percurso literário de Marco Antônio de Souza é marcado pela sua produção poética. As suas obras exploram temas universais da experiência humana.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Marco Antônio de Souza é caracterizada por uma profunda reflexão sobre a existência, o tempo e a memória. Utiliza uma linguagem densa e imagética, com um tom frequentemente lírico e melancólico. A sua poesia convida à introspecção e à contemplação da condição humana.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico A sua obra insere-se no contexto da produção literária brasileira, dialogando com as preocupações estéticas e existenciais da sua época.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Não foram encontradas informações detalhadas sobre a vida pessoal de Marco Antônio de Souza.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de Marco Antônio de Souza manifesta-se pela sua capacidade de tocar os leitores com a profundidade das suas reflexões e a beleza da sua expressão poética.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado O legado de Marco Antônio de Souza reside na sua contribuição para a poesia brasileira, oferecendo uma obra que continua a inspirar pela sua introspecção e lirismo.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Souza pode ser interpretada como uma meditação sobre a transitoriedade da vida e a busca por significado em um mundo em constante mudança.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não foram encontradas informações específicas sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos de Marco Antônio de Souza.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não foram encontradas informações detalhadas sobre a morte de Marco Antônio de Souza.

Poemas

8

O Som do Poeta

O que foi feito das palavras ?
Quando voltarão a ser versos ?
O poeta perdeu a razão,
ou passou a não usá-la ?
Um ano, ou quase, do último texto !
Último texto ?
Ou último riso ?
Ou último gemido ?
Se a alegria pode ser som
porque não a tristeza... silêncio

1 026

Radiografia

Em mim a alegria é fugaz
e no limiar dos bons momentos
eu já prevejo o fantasma de seu fim;
em mim o riso franco é fraco,
o peito aberto é incerto,
a angústia e o medo dão-se as mãos;
a esperança tem medo de entrar
pois chega, bate à porta
e eu a mando embora...

1 025

LIBER(ALI)DADE

Andar, andar,
nada a dizer,
só pensar !
Pensar no livre pensamento do louco e da criança,
sem meneios ou cerceios...
Integrar-se ao grande rebanho cósmico
e ser um dos corpos celestes,
o mais opaco, porém o mais livre
de todas as galáxias...
Fundir-se ao universo como uma teia do sistema,
e afinal declarar-se livre,
ao mundo e ao metamundo !
Livre do bem e do mal,
livre da dor e da fé,
livre do amor,
livre da presença
e livre de todas as ausências...

857

Prateleiras ao Chão

Fora !
Rejeição total às tradições seculares,
às arcaicas convenções,
aos preconceitos e barreiras ...

Fora !
Abaixo o maniqueísmo de almanaque
que sacraliza o bem e exorciza o mal
como se ambos não fossem
a um só tempo,
faces distintas de moeda única,
inseparáveis,
porque sem valor se apartadas...

Fora !
Abaixo com esta vida de concessões
de pedir licença para ser feliz;
abaixo com este medo de ousar
aventuras de risco em alto mar;
abaixo com o terror sob os lençóis em chamas,
abaixo com o dizer sim
se a vontade soberana impele a vomitar o não...

Fora !
Abaixo com esta economia de sentimentos,
esta poupança no amar;
abaixo com este viver acovardado
atrás das lombadas dos códigos
e constrangido por leis humanas
que aprisionam e amordaçam...

Fora !
Abaixo com o falar baixo ou o não falar,
abaixo com esta vida de eterna sede,
abaixo com a míope vista de não enxergar o mar,
abaixo com a manca perna que não permite sair do lugar...

Fora !
Abaixo com a excessiva gentileza
e com a inesgotável paz;
abaixo com as mentirosas eternas certezas...

Fora !
Abaixo com a valorização das doenças,
a dependência, o servilismo,
abaixo com este vil baixismo...

Sopra além do peito,
além do coração,
além da alma,
maravilhosa lufada de ar bendito
que concebe e faz nascer a liberdade
como única conquista a conquistar...

966

Respirar é Preciso

Já que antologia é
antologizemos o texto
trazendo à luz
as belezas do espírito conforme
..................................................
e, de conformidade com o inconformismo
que marca meus dias e noites
ressalto e revelo
aos presentes, aos ausentes, aos querentes,
e também aos carentes,
que ainda não morro
sem usufruir de todas as belezas
que o espírito conforma,
conforme nossa real e divina destinação...
Alerta geral
não ficarei na toca à vida toda
como as corujinhas do Tênis...
Ou lema, ou mote, ou até epitáfio
"EU QUERO AR..." .

852

Instrumentos de Trabalho

Brota a broca da tua mão
como a caneta da minha;
você faz versos com diamante,
eu me restauro com palavras...
Tuas rimas são de ouro,
a tristeza é o metal que liga meus motes !
Tua métrica é tão funda
quanto a profundidade da cárie;
Minha cárie é este destino,
que me fez poeta, antes de homem...
Teus sonetos são esculturas protéticas,
artísticamente lavradas e adaptadas;
minha prótese mais separa do que une
pois às vezes vergasta e fere...
Por ironia,
se é com a caneta que você ganha a vida,
eu também com a caneta
vivo arriscado a perder a minha...
Que dirão os astros
da união de um poeta com uma dentista ?

827

Intuição ou Esperança

Refugiar-me contigo
à beira da paz;
subir da neurose ao nirvana
e em êxtase pacífico,
saborear teus lábios e teu corpo:
esta é a minha ventura,
esperança-perdição de todas as horas !!!

853

A Cara Limpa do Cara-Pintada

Após dezenove de agosto,

nada de pelos no rosto;

vou tirar a barba fora,

como quem manda embora

malfadada companheira

que passou a vida inteira,

a esconder - que maldade-

a sempre cara verdade...

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