Marcelo Penido Silva

Marcelo Penido Silva

Marcelo Penido Silva é um poeta cuja obra se distingue pela exploração de temas introspectivos e existenciais, permeados por uma linguagem sensorial e por uma profunda reflexão sobre o tempo, a memória e a própria condição humana. A sua poesia convida à contemplação, através de imagens poéticas densas e de uma musicalidade intrínseca, que ressoam com as inquietações do leitor contemporâneo.

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A fonte luminosa

A fonte luminosa da praça
não brilha mais.
Suas luzes secas esgotaram-se
na noite de anos atrás;
suas águas tão lúcidas
apagaram-se ruivas
no rosto verde
azul dos casais.

E o poço de outrora
agora repousa
apenas auroras
e um canto roxo e repleto
do luar vazio
da lua nova.

E a última gota
os casais perguntam
- seria rosa? -
A última boca,
suspensa num beijo :
nossa.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Marcelo Penido Silva é um poeta contemporâneo. A sua nacionalidade e língua de escrita principal é o português. Detalhes sobre pseudónimos ou heterónimos não são amplamente divulgados.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e formação de Marcelo Penido Silva não são de domínio público. Presume-se que tenha tido acesso a um ambiente propício à leitura e à reflexão, o que terá moldado o seu interesse pela escrita poética.

Percurso literário

O percurso literário de Marcelo Penido Silva tem vindo a consolidar-se através da publicação das suas obras poéticas. A sua evolução como escritor tem sido marcada por uma crescente profundidade temática e por um refinamento contínuo do seu estilo, que se caracteriza pela introspeção e pela exploração das complexidades da experiência humana.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Marcelo Penido Silva centra-se em temas como o tempo, a memória, a identidade, a solidão e a busca por sentido. O seu estilo poético é notabilizado pela sua densidade imagética, pelo uso de uma linguagem sensorial e pela musicalidade intrínseca dos seus versos. A voz poética tende a ser lírica e confessional, convidando o leitor a uma jornada introspectiva. A sua poesia dialoga com a tradição, mas apresenta uma sensibilidade marcadamente contemporânea, explorando as angústias e as reflexões existenciais da atualidade.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Marcelo Penido Silva insere-se no contexto da poesia contemporânea em língua portuguesa, abordando temas que ressoam com as inquietações da sociedade atual. A sua obra reflete um diálogo com as preocupações existenciais e culturais do seu tempo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Não há informações detalhadas disponíveis sobre a vida pessoal de Marcelo Penido Silva.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de Marcelo Penido Silva tem vindo a crescer entre leitores e críticos que apreciam a profundidade e a qualidade lírica da sua poesia. A sua escrita é valorizada pela originalidade e pela capacidade de evocar emoções e reflexões profundas.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências específicas de Marcelo Penido Silva não são explicitamente documentadas, mas o seu legado reside na contribuição para a poesia contemporânea com uma voz autoral distinta, que explora as profundezas da alma humana.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Marcelo Penido Silva convida a uma análise crítica focada na exploração da subjetividade, da passagem do tempo e da fragilidade da existência, oferecendo um espelho das inquietações humanas universais.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não há informações disponíveis sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da vida ou obra de Marcelo Penido Silva.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Marcelo Penido Silva está vivo, e a sua memória poética está em construção através da sua obra em contínua expansão.

Poemas

4

Na jardineira

Na jardineira, sepultadas flores
colhem o frio
da fachada.
E sustentados
pelos ares de varanda
os perfumes fluem
ao dique
das vidraças.

Dentro,
ante os olhares dos porta-retratos,
estão sem vida
as coloridas
sempre-vivas,
embalsamadas num reflexo
da mobília
encerada.

798

O que é a Poesia?

Poesia é como pó
que num sôpro é
o que não sopro
e que jamais seria.
Poesia é
sem ser
meu querer, meu dis ser
e cobre
de prata e ouro
a mais preciosa linha.
Meu veio de Vida
nas mãos de outro.

958

Tão flácidos

Tão flácidos
lagos esparsos
calmos, iagos
- de aço -
traem azuis
(agora escuros lençóis)
e lenços tão núvios
trapos,
flutuantes,
de sol.

Não precisa noite
para ver, suspensa,
imprecisa soma
de luz, gota, mal.
Ridente iago
em ondas rôtas
murbulha
preces de cão.

Não

tão plácidos
espasmos
baços azuis . . .
(amouro oculto
dúbio
culto, culto)
trap(o)s
ondiantes
vên en
vitral . . .

Nau
dardeja, ensombra,
acácia padece;
mal querida,
tomba.

Nau . . .nau . . .
madeira despécie
lança, fenece
em lago(puro?)
de sal.

966

A fonte luminosa

A fonte luminosa da praça
não brilha mais.
Suas luzes secas esgotaram-se
na noite de anos atrás;
suas águas tão lúcidas
apagaram-se ruivas
no rosto verde
azul dos casais.

E o poço de outrora
agora repousa
apenas auroras
e um canto roxo e repleto
do luar vazio
da lua nova.

E a última gota
os casais perguntam
- seria rosa? -
A última boca,
suspensa num beijo :
nossa.

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