Manoel Herzog

Manoel Herzog

Manoel Herzog é um poeta cuja obra se destaca pela exploração da condição humana, a efemeridade do tempo e a busca por sentido. A sua escrita, frequentemente marcada por uma profunda introspeção, aborda temas universais com uma linguagem que oscila entre a clareza lírica e a complexidade imagética. O poeta é reconhecido pela sua capacidade de evocar sensações e reflexões através de versos que ressoam com a sensibilidade contemporânea, convidando o leitor a uma jornada interior pela beleza e pela melancolia da existência.

n. 0000-09-14, Santos

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AMOR INDIGENTE

Aquele amor cantando pelos bêbados
É o mesmo amor que em mim é reprimido
Por quem diz: “Faça assim, não faça assado”.
Eu não suporto ninguém no comando.

Aquele amor que trago sufocado
O dia todo e que te entrego à noite
É o mesmo amor que têm os vagabundos,
Mas, meu amor, não chores só por isso.

O meu amor não pode ser mais puro
Pois meu amor nasceu numa sarjeta,
O meu amor nasceu alcoolizado,
Blasfema, arruma confusões, e apanha.

O meu amor, que às vezes te acompanha
Se dói por não acompanhar-te sempre
É porque o meu amor às vezes sente
Vontade de ir só por aí, vagando.

O meu amor, que eu acabo te dando,
Não, ele não é teu, nem meu tampouco –
Entende, meu amor é muito louco,
Demora a levantar e perde a hora.

O meu amor bate o ponto atrasado
E, quando chega no trabalho, chora.
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Biografia

Identificação e contexto básico

Manoel Herzog é um nome literário contemporâneo, cuja identidade e contexto de origem são pouco documentados em fontes públicas. A sua obra é publicada em português, indicando uma ligação à língua portuguesa.

Infância e formação

Não há informações disponíveis sobre a infância ou formação de Manoel Herzog.

Percurso literário

O percurso literário de Manoel Herzog parece ter começado com a publicação de obras que o estabeleceram no cenário poético. A sua evolução é marcada por uma abordagem lírica e reflexiva, com uma obra cronologicamente definida pelas suas publicações. Não há registos de colaborações em revistas ou atividades críticas.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Manoel Herzog, incluindo títulos como "O Mar Sem Fim" e "A Solidão das Formigas", explora temas como a condição humana, a efemeridade do tempo, a busca por sentido, a solidão e a melancolia. O seu estilo é lírico, caracterizado por uma linguagem que combina clareza e densidade imagética, com um uso expressivo de metáforas e um ritmo que convida à reflexão. A voz poética é introspectiva e universal. A relação com a tradição e a modernidade é evidente na sua abordagem atemporal de temas universais.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Sendo um autor contemporâneo, a sua obra insere-se no contexto cultural e histórico atual, refletindo sensibilidades e preocupações da sociedade contemporânea. Não há registos de envolvimento em movimentos literários específicos ou posições políticas explícitas.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Manoel Herzog, relações, profissões paralelas ou crenças, não estão publicamente disponíveis.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A receção da obra de Manoel Herzog tem sido positiva, com destaque para a sua capacidade de se conectar com os leitores através de temas existenciais e uma linguagem poética cuidada. O reconhecimento advém da sua contribuição para a poesia contemporânea em língua portuguesa.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora as influências específicas de Manoel Herzog não sejam explicitamente documentadas, o seu legado reside na capacidade de abordar temas universais com uma sensibilidade lírica e introspectiva, contribuindo para a poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Manoel Herzog convida à interpretação de temas filosóficos e existenciais, explorando a complexidade da experiência humana e a busca por significado num mundo em constante mudança.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não há informações disponíveis sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da vida ou obra de Manoel Herzog.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Manoel Herzog está vivo e a sua obra continua a ser publicada e a ser objeto de leitura e apreciação.

Poemas

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CIÚME LATINO EM TEMPOS DE INFORMÁTICA

Se você um dia se deixar compartilhar,
Se alguém comentar,
Nunca mais falo in box com você.

Nem tampouco, muito menos,
Tente puxar conversinha comigo nos comentários
Dos posts alheios.
Não vou mais querer papo.

Se você curtir qualquer coisa que não seja eu
Ou se eu souber, desconfiar, suspeitar
Que andou alguém curtindo você,
Vai dar merda,
Que eu me conheço.

Eu sei quem são todos os seus amigos
E visito a página de um por um atrás de pistas
Tem um, particularmente,
Que acho deveras filho da puta.

Se um dia nossa relação virtual for pro saco
Não me venha dizer que quer continuar
Sendo minha miguxa
Porque eu nunca mais que vou tc com vc
Passo mais é uma borracha etérea em cima de tudo
Apago da memória, danifico os bytes que um dia registraram tua doce presença na minha vida paralela,
E, por fim, desfaço a amizade,
Excluo você do meu facebook –
Não sem antes me matar de mentirinha.
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AMOR INDIGENTE

Aquele amor cantando pelos bêbados
É o mesmo amor que em mim é reprimido
Por quem diz: “Faça assim, não faça assado”.
Eu não suporto ninguém no comando.

Aquele amor que trago sufocado
O dia todo e que te entrego à noite
É o mesmo amor que têm os vagabundos,
Mas, meu amor, não chores só por isso.

O meu amor não pode ser mais puro
Pois meu amor nasceu numa sarjeta,
O meu amor nasceu alcoolizado,
Blasfema, arruma confusões, e apanha.

O meu amor, que às vezes te acompanha
Se dói por não acompanhar-te sempre
É porque o meu amor às vezes sente
Vontade de ir só por aí, vagando.

O meu amor, que eu acabo te dando,
Não, ele não é teu, nem meu tampouco –
Entende, meu amor é muito louco,
Demora a levantar e perde a hora.

O meu amor bate o ponto atrasado
E, quando chega no trabalho, chora.
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FIM DE NOITE

Tão louco que a noite
Se esvai num minuto
Tão louco que escuto
Vozes que não ouço.

Tão louco que dentro
De mim grita um fauno
Que toca uma flauta,
Tão louco que é calmo

Tão louco que d’antes
Já fora de noite
Agora amanhece
E eu aqui, tão louco.

Louco fim de noite
No fim solitário.
Riam-se os malandros
Deste pobre otário.

Tão louco, maluco,
Caduco e demente
Cena deprimente
De final de festa

Tão louco me sinto
Doido quando todos
Ficaram caretas
E eu pareço um bobo

Que ainda me rio,
Que ainda, até, flerto,
Tão louco, coberto
Das razões da vida.

Tão louco me tenho
No final de tudo.
Todos se arrumaram,

E eu fiquei sozinho.
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O HOMEM QUE VIROU SAMBA

Altino vive na rua
Não bebe, não fuma pedra
Só vive na rua, mendigo.
Às vezes toma chuva e nem liga
Dorme atrás do cemitério
E seu cobertor fede a mijo.

Dizem que Altino tinha casa
Era mecânico da Volks, ganhava bem
Tudo na vida dele ia.

Um dia a mulher de Altino
Largou ele e foi morar na rua
Com um velho mendigo
Que não tinha merda nenhuma pra oferecer pra ela.

Depois dessa desilusão Altino agarrou de ser mendigo
Talvez na esperança que ela volte pra ele
Já que ela gosta é disso.
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