Leal de Souza

Leal de Souza

1880–1948 · viveu 67 anos PT PT

Leal de Souza foi um poeta cuja obra se destaca pela profundidade lírica e pela exploração de temas como a identidade, a memória e a relação do indivíduo com o mundo. A sua escrita, muitas vezes introspectiva, convida à reflexão sobre a condição humana e as suas diversas facetas. Através de uma linguagem cuidada e de uma sensibilidade aguçada, deixou um contributo relevante para a poesia contemporânea.

n. 1880-12-24, Santana do Livramento · m. 1948-11-01, Rio de Janeiro

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A Dama de Luto

Entre as musas e ao som das liras, na negrura
Das vestes retratando a dor a que está presa,
Sob o teto feliz da glória e da beleza,
Encontrei, linda e grave, essa nobre figura...

Em seu lábio o ouro vibra e, olente, a voz fulgura,
E sua alma, em clarões espirituais acesa,
Põe, como halos de sombra, auréolas de tristeza
A cabeça pagã da imortal formosura.

Dela, que o agro pesar consola a quem a aviste,
—Fora do mundo, além da vida, sob a Terra,
Na escura paz da morte o bem mais alto existe.

E porque eu meço o horror de suas mágoas, — erra
O meu vulto espectral de cavaleiro triste,
Nas paisagens cristãs que o seu olhar encerra.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Leal de Souza, cujo Wikidata ID é Q99958996, é um poeta reconhecido no panorama literário. A sua obra é escrita em língua portuguesa.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e formação de Leal de Souza são limitadas nas fontes disponíveis. Presume-se que a sua sensibilidade poética tenha sido moldada por influências culturais e literárias absorvidas durante o seu desenvolvimento.

Percurso literário

O percurso literário de Leal de Souza é marcado pela sua dedicação à poesia. Os detalhes sobre o início da sua escrita e a evolução da sua obra não são amplamente documentados, mas o seu nome está associado a um corpo de trabalho que explora a profundidade lírica e a introspeção.

Obra, estilo e características literárias

A obra de Leal de Souza é caracterizada por uma forte carga lírica e pela exploração de temas como a identidade, a memória e a relação do ser humano com o seu entorno. O seu estilo poético tende para a introspeção, utilizando uma linguagem cuidada para expressar nuances emocionais e existenciais. A sua poesia convida à reflexão sobre a condição humana.

Contexto cultural e histórico

O contexto cultural e histórico específico em que Leal de Souza produziu a sua obra não é detalhadamente explorado nas fontes disponíveis, o que dificulta a sua inserção em movimentos literários precisos ou a sua relação com eventos contemporâneos. No entanto, a sua poesia reflete uma sensibilidade própria do seu tempo.

Vida pessoal

Detalhes sobre a vida pessoal de Leal de Souza, incluindo relações familiares, amizades ou outras experiências de vida, não são amplamente divulgados, limitando a compreensão de como estes aspetos possam ter impactado a sua produção literária.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento e a receção da obra de Leal de Souza, bem como o seu lugar na literatura nacional, não são objeto de detalhada documentação nas fontes consultadas. O seu valor literário é reconhecido, mas as métricas de receção crítica e popularidade não são especificadas.

Influências e legado

As influências específicas que moldaram Leal de Souza e o legado que deixou para gerações futuras de poetas não são claramente definidos. A sua obra contribui para o acervo poético, enriquecendo a literatura com a sua visão lírica e reflexiva.

Interpretação e análise crítica

Análises críticas aprofundadas sobre a obra de Leal de Souza são limitadas nas fontes de informação disponíveis. A sua poesia, focada em temas existenciais e na profundidade lírica, permite diversas leituras e interpretações sobre a condição humana.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Não há informações disponíveis sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da vida ou obra de Leal de Souza que possam complementar o perfil do autor.

Morte e memória

Informações sobre a morte de Leal de Souza e eventuais publicações póstumas não são encontradas nas fontes consultadas, impossibilitando a discussão sobre o fim da sua vida e a perpetuação da sua memória literária.

Poemas

2

Noturno

As luzes de ouro da cidade
Vaporam fúlgida neblina...
Esquivo ideal — felicidade,
Qual dessas luzes te ilumina ?

Fria a vontade e o peito ardente,
De bens e males sob os rastros,
O homem aos sonhos ergue a mente
E não levanta o olhar aos astros.

Por essas luzes atraídos,
Filhos do vale e da planura,
De longe vieram, atrevidos,
Bater às portas da ventura ...

As luzes de ouro da cidade
Vaporam fúlgida neblina...
Esquivo ideal — felicidade,
Qual dessas luzes te ilumina?...

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A Dama de Luto

Entre as musas e ao som das liras, na negrura
Das vestes retratando a dor a que está presa,
Sob o teto feliz da glória e da beleza,
Encontrei, linda e grave, essa nobre figura...

Em seu lábio o ouro vibra e, olente, a voz fulgura,
E sua alma, em clarões espirituais acesa,
Põe, como halos de sombra, auréolas de tristeza
A cabeça pagã da imortal formosura.

Dela, que o agro pesar consola a quem a aviste,
—Fora do mundo, além da vida, sob a Terra,
Na escura paz da morte o bem mais alto existe.

E porque eu meço o horror de suas mágoas, — erra
O meu vulto espectral de cavaleiro triste,
Nas paisagens cristãs que o seu olhar encerra.

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