Jorge de Aguiar

Jorge de Aguiar

Jorge de Aguiar foi um poeta cuja obra se insere no contexto da literatura portuguesa. A sua produção poética explorou frequentemente as paisagens interiores e exteriores, utilizando uma linguagem cuidada e um olhar atento sobre a condição humana. Através dos seus versos, Aguiar procurou captar a essência de sentimentos e reflexões, deixando um legado que, embora possa não ter alcançado a notoriedade de outros vultos literários, representa um testemunho valioso da poesia da sua época. O seu trabalho é marcado por uma sensibilidade particular para com os temas da vida quotidiana e das emoções, traduzida numa escrita que privilegia a introspeção e a melancolia. A poesia de Jorge de Aguiar convida o leitor a uma viagem pelos meandros da alma, onde se cruzam a beleza das palavras e a profundidade das vivências.

n. , Lisboa · m. 1508, ao largo das ilhas de Tristão da Cunha

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Contra as Mulheres

Esforça meu coraçam,
nom te mates, se quiseres:
lembre-te que sam molheres.

Lembre-te qu’é por nacer
nenhua que nam errasse;
lembre-te que seu prazer,
por bondade e merecer,
nam vi quem dele gostasse.
Pois nam te dês a paixam,
toma prazer, se puderes
lembre-te que sam molheres.

Descansa, triste, descansa,
que seus males sam vinganças;
tuas lágrimas amansa,
leix’ as suas esperanças;
ca, pois nacem sem rezam,
nunca por ela lh’ esperes;
lembre-te que sam molheres.

Tuas mui grandes firmezas,
tuas grandes perdições,
suas desleais nações
causaram tuas tristezas,
Pois nam te mates em vão,
que, quanto mais as quiseres,
verás que sam as molheres.

Que te presta padecer,
que t’ aproveita chorar,
nunc’ outras ham de ser,
am nunca de mudar?
Deiza-as com sua naçam,
seu bem nunca lho esperes:
lembre-te que sam molheres.

Nam te mates cruamente
por quem fêz tam grande errada,
que quem de si nam sente,
por ti nam lhe dará nada.
Vive, lançando pregam
por u fores e vieres
que sam molheres, molheres!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Jorge de Aguiar, com o número Wikidata Q18397388, é um nome associado à literatura portuguesa. Poucas informações sobre pseudónimos ou heterónimos. A sua origem familiar, classe social e contexto cultural de origem, nacionalidade e língua(s) de escrita, bem como o contexto histórico específico em que viveu, necessitam de maior detalhe para uma compreensão completa.

Infância e formação

Detalhes sobre a infância e formação de Jorge de Aguiar, incluindo o seu ambiente familiar e social, educação formal e autodidatismo, bem como influências iniciais e eventos marcantes na juventude, não são amplamente documentados.

Percurso literário

Informações sobre o início da escrita de Jorge de Aguiar, a evolução do seu estilo, a cronologia da sua obra, colaborações em publicações diversas e a sua atividade como crítico, tradutor ou editor são escassas e requerem pesquisa aprofundada.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras principais de Jorge de Aguiar, com datas e contexto de produção, os temas dominantes explorados (amor, morte, tempo, natureza, etc.), a forma e estrutura das suas composições poéticas, os recursos poéticos utilizados, o tom e voz poética, a linguagem e estilo, inovações formais ou temáticas, a relação com a tradição e modernidade, e os movimentos literários associados (ex: simbolismo, modernismo) são aspetos que necessitam de ser mais explorados. Obras menos conhecidas ou inéditas também são de difícil acesso.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico O relacionamento de Jorge de Aguiar com acontecimentos históricos, outros escritores ou círculos literários, a geração ou movimento a que pertenceu, a sua posição política ou filosófica, a influência da sociedade e cultura na sua obra, e os diálogos e tensões com contemporâneos são áreas que carecem de investigação detalhada.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Dados sobre a vida pessoal de Jorge de Aguiar, incluindo relações afetivas e familiares, amizades e rivalidades literárias, experiências e crises pessoais, profissões paralelas, crenças religiosas, espirituais ou filosóficas, e posições políticas ou envolvimento cívico, não estão disponíveis.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O lugar de Jorge de Aguiar na literatura nacional e internacional, prémios, distinções e reconhecimento institucional, receção crítica em vida e ao longo do tempo, e a sua popularidade vs. reconhecimento académico são aspetos que necessitam de ser mais investigados.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Autores que influenciaram Jorge de Aguiar, os poetas e movimentos que ele próprio influenciou, o seu impacto na literatura nacional e mundial, a sua entrada no cânone literário, traduções e difusão internacional, adaptações e estudos académicos dedicados à sua obra são áreas que requerem um levantamento mais exaustivo.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica Leituras possíveis da obra de Jorge de Aguiar, temas filosóficos e existenciais abordados, e controvérsias ou debates críticos sobre o seu trabalho são aspetos que necessitam de ser aprofundados.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da personalidade de Jorge de Aguiar, contradições entre vida e obra, episódios marcantes ou anedóticos, objetos, lugares ou rituais associados à criação poética, hábitos de escrita, e a existência de manuscritos, diários ou correspondência são informações que poderiam enriquecer o perfil do autor, mas que não são de fácil acesso.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória As circunstâncias da morte de Jorge de Aguiar e as suas publicações póstumas são informações que, de momento, não se encontram detalhadas.

Poemas

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Contra as Mulheres

Esforça meu coraçam,
nom te mates, se quiseres:
lembre-te que sam molheres.

Lembre-te qu’é por nacer
nenhua que nam errasse;
lembre-te que seu prazer,
por bondade e merecer,
nam vi quem dele gostasse.
Pois nam te dês a paixam,
toma prazer, se puderes
lembre-te que sam molheres.

Descansa, triste, descansa,
que seus males sam vinganças;
tuas lágrimas amansa,
leix’ as suas esperanças;
ca, pois nacem sem rezam,
nunca por ela lh’ esperes;
lembre-te que sam molheres.

Tuas mui grandes firmezas,
tuas grandes perdições,
suas desleais nações
causaram tuas tristezas,
Pois nam te mates em vão,
que, quanto mais as quiseres,
verás que sam as molheres.

Que te presta padecer,
que t’ aproveita chorar,
nunc’ outras ham de ser,
am nunca de mudar?
Deiza-as com sua naçam,
seu bem nunca lho esperes:
lembre-te que sam molheres.

Nam te mates cruamente
por quem fêz tam grande errada,
que quem de si nam sente,
por ti nam lhe dará nada.
Vive, lançando pregam
por u fores e vieres
que sam molheres, molheres!

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