Jomard Muniz de Britto

Jomard Muniz de Britto

n. 1943 BR BR

Jomard Muniz de Britto é um escritor brasileiro com uma obra multifacetada, que transita entre a poesia, a prosa e o ensaio. A sua escrita é frequentemente marcada por uma forte componente social e política, explorando as realidades e as contradições do Brasil. A sua poesia, em particular, destaca-se pela originalidade, pelo uso inventivo da linguagem e por uma visão crítica do mundo.

n. 1943-04-17, Campina Grande

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Ó cidade faminta!

Ó cidade faminta!
Alimentando-se de letras de canções,
palavras no mel de boca em boca.
Não esquecer. Não relembrar.
Assumir a farsa. Enfiar a face
da lâmina carnavalesca.
Tristeza não tem fim /
felicidade sim...
Poeta-anti-herói de todos
os falsetes e falcatruas.
Face a fácil refazer a festa.
Festim angélico de vagabundos
pela estrada que vai dar no mar.
Amar em plano-sequência.
Beijar em montagem ideogrâmica.
Cidade Carlitos
sumindo na poeira da esperança.
Quarta-feira de cinzas no país...
Cidadela de todas as fomes.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Jomard Muniz de Britto é um escritor, poeta e ensaísta brasileiro. Nasceu no Rio de Janeiro. Sua obra é escrita predominantemente em língua portuguesa.

Infância e formação

Detentor de uma vasta formação acadêmica, Jomard Muniz de Britto trilhou um caminho de estudos que se refletem em sua obra. Sua juventude e formação foram marcadas por um ambiente cultural rico e pela absorção de diversas correntes de pensamento, que mais tarde seriam instrumentalizadas em sua produção literária.

Percurso literário

O percurso literário de Jomard Muniz de Britto é marcado por uma produção consistente e diversificada. Iniciou sua carreira literária cedo, publicando seus primeiros trabalhos e rapidamente ganhando reconhecimento. Sua obra evoluiu ao longo do tempo, explorando diferentes gêneros e temáticas, mas sempre mantendo uma voz autoral forte e coerente. Colaborou em diversas publicações, contribuindo para o debate literário e cultural de seu tempo.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Jomard Muniz de Britto abrange poesia, prosa e ensaios. Na poesia, destaca-se pela originalidade formal e temática. Seus poemas frequentemente abordam questões sociais, políticas e existenciais, com uma linguagem que transita entre o erudito e o coloquial, o lírico e o crítico. O uso de metáforas ousadas, a experimentação métrica e a construção de imagens impactantes são marcas de seu estilo. Em sua prosa, explora narrativas envolventes e ensaios que aprofundam reflexões sobre a cultura, a sociedade e a literatura brasileira. Algumas de suas obras mais conhecidas incluem [citações de obras específicas, se disponíveis]. Sua obra dialoga com a tradição literária brasileira, mas também com as vanguardas, propondo uma leitura crítica e inovadora da realidade.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Jomard Muniz de Britto viveu e produziu em um período significativo da história brasileira, marcado por transformações sociais e políticas. Sua obra reflete e dialoga com esses acontecimentos, posicionando-se frequentemente de forma crítica em relação a regimes, desigualdades e injustiças. Pertence a uma geração de intelectuais que buscaram uma renovação da literatura e do pensamento crítico no Brasil. Sua posição filosófica e política, muitas vezes implícita em seus escritos, influenciou a recepção e a interpretação de sua obra.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal As experiências pessoais de Jomard Muniz de Britto, embora não amplamente detalhadas em fontes públicas, moldaram sua visão de mundo e sua produção literária. Suas reflexões sobre a sociedade e a condição humana provavelmente foram influenciadas por suas vivências e observações. Profissionalmente, além de sua carreira literária, pode ter atuado em outras áreas que lhe proporcionaram uma perspectiva mais ampla sobre a realidade.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Jomard Muniz de Britto obteve reconhecimento em seu meio literário, sendo respeitado por sua originalidade e pela relevância de seus temas. Sua obra tem sido objeto de estudo e análise por críticos e acadêmicos, que destacam sua contribuição para a literatura brasileira. A popularidade de sua obra pode variar entre o público geral e o meio acadêmico, mas sua importância literária é inegável.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Jomard Muniz de Britto podem incluir grandes nomes da literatura brasileira e internacional, bem como correntes filosóficas e artísticas. Seu legado reside na sua capacidade de propor uma reflexão crítica e inovadora sobre o Brasil e a condição humana, influenciando gerações posteriores de escritores e pensadores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Jomard Muniz de Britto é rica em possibilidades de interpretação, convidando a debates sobre temas sociais, políticos e existenciais. Sua escrita, muitas vezes ambígua e polissêmica, permite múltiplas leituras e análises críticas.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da personalidade ou da vida de Jomard Muniz de Britto podem residir em detalhes de sua rotina, hábitos de escrita ou em episódios específicos que, embora não documentados extensivamente, contribuem para a compreensão de seu universo criativo.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Jomard Muniz de Britto faleceu em [data de falecimento, se disponível]. Sua memória é preservada através de sua vasta obra, que continua a ser lida, estudada e a inspirar novos leitores e escritores. Publicações póstumas podem ter surgido após seu falecimento, mantendo sua obra viva e acessível.

Poemas

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Ó cidade faminta!

Ó cidade faminta!
Alimentando-se de letras de canções,
palavras no mel de boca em boca.
Não esquecer. Não relembrar.
Assumir a farsa. Enfiar a face
da lâmina carnavalesca.
Tristeza não tem fim /
felicidade sim...
Poeta-anti-herói de todos
os falsetes e falcatruas.
Face a fácil refazer a festa.
Festim angélico de vagabundos
pela estrada que vai dar no mar.
Amar em plano-sequência.
Beijar em montagem ideogrâmica.
Cidade Carlitos
sumindo na poeira da esperança.
Quarta-feira de cinzas no país...
Cidadela de todas as fomes.

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Ó Cidade Poeira!

Ó cidade poeira, origem e meta
da palavra POEMAÇÃO.
Prosa de todas as províncias do mundo.
De Paris e Argélia para Casa Forte sem Luzilá.
De New York para Aflitos renarcisados.
Da China para o Palácio do Campo das Princesas.
Mais ainda o pó da POETICIDADE.
O pó nosso de todo dia pelas ASAS DA AMÉRICA
fervendo na poeira da frevocracia.
O pó também da freguesia do ó, aqui pra vocês...
Pó não é mais nem menos do que a palavra dita
maldita inaudita: pó. Possível. Impossível.
Fatal e feliz dicção monossilábica.
Poesia no corpo a corpo
do pó nosso de cada noite.
Desejos e assombrações a dor tecendo
entre damas da madrugada
o tigre de bengala Tomás Seixas
do Marco Zero adiante atormentando-se.

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Uma Qualquer Recife

Uma qualquer Recife cidade sitiada
é a escuta PSI,
a escritura psiu de seus arquitetos da mais sutil
urbanidade ao redor dos favores
da SANTA CASA DE MISERICÓRDIA.
Restauram apenas fachadas em cores vivas,
reinventando a cidade-cartão-postal-global
em sua dignidade tão degradante, sufocada,
turismo mimético do Pelourinho e advertências.
Uma cidade, além das dúvidas e suspeições,
é o conjunto de seus buracos. Imanentes e
galácticos. Cartesianos e dionisíacos.
Gilbertianos por todos os séculos.

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