João Manuel Simões

João Manuel Simões

1932–2014 · viveu 82 anos PT PT

João Manuel Simões é um poeta contemporâneo cujo trabalho se destaca pela exploração da linguagem e pela reflexão sobre a existência. Sua obra poética aborda temas universais através de uma perspetiva introspectiva e, por vezes, enigmática, convidando o leitor a um mergulho nas profundezas da condição humana.

n. 1932-09-03, Ota · m. 2014-10-24, Lisboa

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Diálogo Comigo

Falo comigo, falo.
Mas só me escuto quando,
em silêncio pensando,
me calo.

O que diz minha boca?
Mentira vã, sonora?
Tudo o que digo agora,
sufoca.

Ânsia íntima, larga,
de seguir só e mudo.
Tudo o que conto, tudo
amarga.

Minha voz de ontem brota
de um legendário hoje.
Subitamente foge,
ignota.

Quem serei? Desconheço.
Se chegar a sabê-lo,
a ninguém o revelo:
esqueço.

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Biografia

Identificação e contexto básico

**Nome completo:** João Manuel Simões **Nacionalidade:** Português **Língua(s) de escrita:** Português

Infância e formação

Informação sobre a infância e formação de João Manuel Simões não está amplamente disponível em fontes públicas.

Percurso literário

O percurso literário de João Manuel Simões é marcado por uma produção poética que tem vindo a ganhar reconhecimento no panorama literário contemporâneo. A sua escrita demonstra uma evolução constante na exploração de formas e temas.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de João Manuel Simões caracteriza-se pela profundidade lírica e pela experimentação com a linguagem. Os temas centrais tendem a gravitar em torno da condição humana, da passagem do tempo, da memória e da busca por significado. O estilo é frequentemente denso, imagético e musical, recorrendo a metáforas e a uma sintaxe por vezes inovadora para criar atmosferas evocativas. A voz poética pode ser descrita como introspectiva e reflexiva.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Como poeta contemporâneo, a obra de João Manuel Simões insere-se no contexto cultural e literário atual, dialogando com as preocupações e estéticas vigentes. A sua produção reflete, de forma indireta, as complexidades e os desafios do mundo contemporâneo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de João Manuel Simões não são amplamente divulgados.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de João Manuel Simões tem vindo a crescer, com a sua poesia a ser apreciada pela crítica e por um público interessado em literatura contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de João Manuel Simões podem residir em diversas correntes da poesia portuguesa e universal, embora o seu estilo particular o distinga. O seu legado é construído pela sua contribuição para a poesia contemporânea em língua portuguesa.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de João Manuel Simões oferece múltiplos caminhos interpretativos, convidando à reflexão sobre temas existenciais. A sua linguagem e as suas imagens podem ser objeto de análise crítica detalhada para desvendar as camadas de significado.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não há informações específicas disponíveis sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da vida e obra de João Manuel Simões.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Atualmente, João Manuel Simões encontra-se vivo, sendo a sua memória construída pela sua obra em contínuo desenvolvimento.

Poemas

2

O Primeiro Dia da Criação

Cicatriz na epiderme
macia do silêncio,
ei-la que surge, nítida,
iluminada e frágil,
na geometria exata
do tempo feito espaço,
com gládio nas trevas,
como insígnia de fogo.

Haste de flor de som
sem memória plausível,
gesto puro de flâmula,
alarme sobre claustros
ou mero grito agreste
violando a morte obscena,
ei-la que desabrocha.

No Princípio era o caos,
(Era o cais, eram cães, eram Cains?)
E a palavra boiava,
ambígua, sobre as águas.

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Diálogo Comigo

Falo comigo, falo.
Mas só me escuto quando,
em silêncio pensando,
me calo.

O que diz minha boca?
Mentira vã, sonora?
Tudo o que digo agora,
sufoca.

Ânsia íntima, larga,
de seguir só e mudo.
Tudo o que conto, tudo
amarga.

Minha voz de ontem brota
de um legendário hoje.
Subitamente foge,
ignota.

Quem serei? Desconheço.
Se chegar a sabê-lo,
a ninguém o revelo:
esqueço.

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